domingo, 12 de novembro de 2017

Diário de Bordo: Rogério Ferraz entrevista a cantora e compositora Fernanda Abreu, nos bastidores do show apresentado no Festival da Lua Cheia, em Shopping Village Mall.

















Fernanda Abreu presenteou o seu público fiel com uma arrebatadora performance musical, que transformou o generoso espaço do deck, no Shopping Village Mall, inteiramente lotado, numa animada pista de dança ao ar livre; onde desfilou grandes sucessos de sua carreira e novas canções de seu mais recente trabalho. O show fazia parte da programação anual do Festival da Lua Cheia, edição 2017. Antes da apresentação tão esperada, tive acesso aos bastidores do ensaio, quando Fernanda Abreu, concedeu uma entrevista exclusiva ao Divã Cultural.




Galeria de Imagens


Com a cantora e compositora Fernanda Abreu

Momento do ensaio geral


























































Diário de Bordo: Rogério Ferraz marcando presença na estreia do musical infantil "Alice no País da Internet" com Heloísa Périssé, em Teatro Bradesco Rio.
















O musical "Alice no País da Internet" é uma viagem pelo mundo da informática, onde a pequena Alice tropeça no teclado do seu computador e cai dentro do seu monitor, empurrada por Bob Mouse, o mouse do computador, interpretado pelo ator Luciano Borges.
Alice ganha um notebook de presente no dia do seu aniversário. Quando vai dormir, Alice sonha que seu computador ficou enorme. O palco se transforma num imenso monitor e a história de Alice, numa livre adaptação do conto original "Alice no País das Maravilhas" de Lewis Carrol; sendo contada através de inúmeros recursos disponíveis no mundo da informática. O público irá assistir a um espetáculo repleto de efeitos especiais onde Alice, presa dentro do seu computador, "viajará" por diversos programas. A Rainha de Copas, a Coelha e o Chapeleiro Maluco, interpretado pelo ator Sérgio Duarte, são personagens da história clássica, também presentes neste sonho alucinante de Alice. A personagem Alice é interpretada pela atriz Heloísa Périssé e as personagens Coelha e Rainha de Copas se encontram personificadas pela atrizes Antonia e Luísa Périssé, filhas da atriz. O espetáculo, em curtíssima temporada; dias 11 e 12; 18 e 19 de novembro, sempre aos sábados e domingos às 15 horas no Teatro Bradesco - Rio.


Galeria de Imagens


Com a atriz Heloísa Périssé


Com o ator e humorista Paulo Gustavo



Heloísa Pérrssé e suas filhas































Diário de Bordo: Rogério Ferraz entrevista a atriz e produtora Daniela Gracindo





Galeria de Imagens

Com a atriz e produtora Daniela Gracindo


















quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Natureza Humana apresenta "Um Novo Olhar" - ensaio de dramaturgia do autor Paulo Rogério Ferraz, na interpretação da atriz Fernanda Marques Aymoré.





UM NOVO OLHAR
(Monólogo)

(Mulher no consultório de análise, deitada no divã, começando a encontrar as palavras certas, a fim de descrever para o analista, o porquê de seu casamento não ter resistido a diferentes visões de mundo de um casal. A câmera foca apenas no semblante feminino, como se esta fosse o olhar do analista, acompanhando o desabafo existencial da cliente) - (Pausa,como que escolhendo as palavras) - Quando a gente passa por muita coisa na companhia de alguém, que um dia consideramos fazer parte da nossa intimidade; com quem tentamos dividir tanto os momentos felizes, quanto as dores mais secretas;  é sempre bom ter a chance de revisitar o que nós fomos, olhar dentro dos olhos daquele que um dia julgamos ter amado e vermos refletido no olhar do outro, o mesmo equívoco amoroso. Só assim parecemos descobrir, que tudo se resumia a nossa solitária imagem, em cego narcisismo,  apaixonada por um sonho de completude, que nunca foi real.- (lamenta, fitando-o com certa perplexidade). –É isso mesmo que está ouvindo... eu e meu marido sempre fomos estranhos um ao outro! Fui a primeira a despertar desse devaneio. Mas ele se recusava a enxergar a realidade. Preferia  se refugiar compulsivamente, na tarefa de me agradar o tempo todo; de jamais permitir que não  me sentisse bem ao seu lado. Para preservar a idéia de que tudo se mantinha estável, era inadmissível dar voz a minhas carências, a minhas dúvidas...Parecia que todo conflito deveria ser enfraquecido e superado, a partir da dose certa de hipocrisia, diante das mudanças, que nunca deveriam acontecer. Sem brigas, sem dor. Sem carência, sem cobrança. Ele projetou viver na tranqüilidade de um lago, de mansos sentimentos; sem se dar conta de que eu me afogava silenciosamente, isolada no oceano de minhas inquietações. Ao menor sinal de tristeza, já se antecipava, como aquele príncipe salvador dos contos de fada. Mas não porque não suportasse me ver sofrer. Na verdade,  se  negava a compartilhar desse sofrimento; admitir que nada poderia fazer, a não ser acolher a dor; que não deixaria de existir, só porque não estava preparado para conhecê-la. Permanecia ali, virtualmente próximo; porém intocável, na crueza do seu próprio abandono. – (respirando fundo, como se o desabafo, lhe tirasse um peso dos ombros).
Mas aí você deve estar pensando, enquanto olha para mim: “Afinal, o que essa mulher espera dos relacionamentos humanos? Não devemos ser melhores, nem piores, do que foram nossos pais, ou qualquer antepassado familiar. Faz parte de sermos civilizados, nos comportarmos como impostores, fingindo que nos curamos das dores que vivemos, através do redentor servilismo amoroso; da estéril rotina conjugal, que procura silenciar nossos gritos, ao invés de gritar nossos silêncios. (Pausa. Olhando para o analista como se buscasse exemplificar mais claramente, sua realidade afetiva). – Ontem á noite, sem conseguir pegar no sono, diante da televisão; comecei a zapear aleatoriamente entre os canais, até que a cena de um filme, entre tantos, me chamou a atenção. Na cama, um casal apaixonado ia ter sua primeira noite de amor. Depois de muitos encontros, apesar da cumplicidade entre eles ser cada vez maior, ela sempre procurava adiar o momento daquela entrega absoluta. Ele, sempre paciente, não a pressionava de forma alguma. Mas agora, naquele quarto de motel, quando começavam a trocar carícias e ela parecia estar pronta para se encontrar com o seu desejo; algo a fez parar inesperadamente, como se julgasse um erro estar ali, acreditando mais uma vez que poderia ser feliz. Saiu da cama, trancou-se no banheiro; enquanto ele perplexo, ficou a ouvi-la chorar, sem saber o que estava acontecendo. Depois de alguns segundos, levantou e começou a bater insistentemente á porta, pedindo que saÍsse, que conversasse com ele; afinal eles se amavam; e quando o amor existe, não há espaço para se temer a verdade. Reagindo ao seu pedido, ela abriu a porta, carregando no olhar uma certa tristeza indignada, como se sentisse traída pela gentileza enganosa daquelas palavras. Os dois sentados na beira da cama; ela desce as alças da lingerie, exibindo na pele, as marcas dos abusos violentos que sofrera no passado, com quem ela imaginava ser, o homem da sua vida. Nesse momento, diante do olhar surpreso dele, pergunta de forma incisiva: “Esse amor que você diz sentir por mim, é capaz de fazer desaparecer a dor, marcada no meu corpo e na minha alma?”.  Olhando-a por segundos, que pareciam uma eternidade, ele responde: “Eu não tenho o poder de apagar as cicatrizes que a vida lhe deixou; mas prometo estar junto de você, sempre que a dor voltar”. – (a voz fica embargada pela emoção, ao concluir a frase. Ela baixa os olhos, procurando se recompor). – Um dia, a verdade dessa promessa, vai sobreviver na vida de todo casal; e não apenas no roteiro de um filme.

Paulo Rogério Ferraz



Galeria de Imagens


Alzira Aymoré, Gilda Pitombo Mesquita e Fernanda Marques Aymoré

Alzira Aymoré, Paulo Rogério Ferraz e Fernanda Marques Aymoré

Alzira e Fernanda Aymoré
Com Fernanda Marques Aymoré, durante a primeira leitura do texto


Nossos sinceros agradecimentos a psicanalista Gilda Pitombo Mesquita, que cedeu gentilmente seu consultório, para realização da filmagem de "Um Novo Olhar"- ensaio de dramaturgia.


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Diário de Bordo: Rogério Ferraz entrevista a soprano Nádia Figueiredo sobre sua carreira e o seu mais novo show "É Natal", em dezembro na Cidade das Artes.








Clipe musical com Nádia Figueiredo e Plácido Domingo Jr.


Na última tarde de quarta-feira, dia 25 de outubro, vivenciei um encontro primoroso, agendado na Cidade das Artes, com a trajetória artística da soprano Nádia Figueiredo.  Cantora e compositora, tendo a partir de 2008 se dedicado ao canto lírico, Nádia Figueiredo anteriormente transitou em outras formas de expressão do seu talento, formando-se em Artes Cênicas e destacando-se também na carreira de modelo.  Nesta agradável conversa na forma de entrevista, Nádia em sua carismática simplicidade confessional, viaja pelas lembranças de sua infância; onde descobriria pela interação tão carinhosa com sua avó, a dividir a mesma paixão por um instrumento musical, o violão; realizando desde os dez anos sua primeiras composições.  Ou ainda contando sobre sua doce rebeldia adolescente, quando desenvolveu uma forte identificação com os ídolos do Rock Brasil, identificando-se especialmente com as composições do grupo Legião Urbana.  Em seguida, nos revela com muito entusiasmo, sua aproximação com o canto lírico e de como veio a conhecer plácido Domingo Jr, vindo algum tempo depois a realizar com ele, um magnífico show que seguiu turnê por várias cidades brasileiras, intitulado "Juntos".  Nádia, agora em dezembro, estará compartilhando conosco mais uma vez, o encanto de sua voz ao lado do barítono Leonardo Neiva e do pianista João Carlos de Assis Brasil, no show "É Natal" em apresentação única dia 15 de dezembro, às 21 horas, na Cidade das Artes; reunindo um belíssimo repertório musical, que você confere entre muitas curiosidades sobre sua carreira, nesta entrevista concedida ao Divã Cultural.  Não deixem de assistir essa deliciosa troca de idéias e procurem garantir o seu lugar neste show, o mais breve possível no "Ingresso Rápido", para este espetáculo imperdível! 


Galeria de Imagens








Plácido Domingo Jr., Nádia Figueiredo e João Carlos de Asssis Brasil ao piano
Nádia Figueiredo e Plácido Domingo Jr. em apresentação na Cidade das Artes
Momento do espetáculo "Juntos"
Nádia Figueiredo com o músico João Donato ao piano
Nádia Figueiredo com o cantor Daniel, como convidada em sua apresentação no Coliseu do Porto (Portugal)
A soprano Nádia Figueiredo em companhia do tenor Plácido Domingo

No programa "Encontro", Fátima Bernardes Plácido Domingo Jr., Nádia Figueiredo e João Carlos de Assis Brasil
Fátima Bernardes e Nádia Figueiredo