domingo, 22 de janeiro de 2017

Diário de Bordo:: Eliane Salek concede entrevista ao Divã Cultural, sobre o lançamento do CD comemorativo "Eliane Salek - 40 Anos de Palco".




Dona de um timbre de voz refinado e raro, Eliane Salek como mezzo-soprano, integra o Corpo Artístico do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro; atuando com a mesma desenvoltura na música popular e no jazz.  Artista de estilo único, é também flautista, pianista, compositora e arranjadora.  Eliane Salek levou a música brasileira à Paris, Toulouse, Lyon, Roma, Berlim e Hilden; paralelamente à especialização no canto lírico.  Possui três CDs solos lançados no Brasil e produzidos por ela: "Baiôro", "Mistura Brasileira" e "Modinhas e Chorinhos Eternos".  O quarto e mais recente, foi lançado em 2016; "Eliane Salek - 40 Anos de Palco.


Depoimento ao "Diário de Bordo"(Rogério Ferraz) :
- Sendo você uma musicista completa, transitando por gêneros tão diversos, da música de concerto ao jazz, onde foi considerada a "Ella Fitzgerald brasileira", interpretando ao longo de dua carreira, também grandes nomes da MPB; quais foram os compositores que mais a emocionaram e constituíram um prazeroso desafio, para o seu canto?
(Eliane) - Primeiramente, muito grata pelos elogios.  A paixão pela música foi a força que me impulsionou em minha carreira.  Meu pai tocava os discos LP de grandes clássicos da ópera aos domingos; enquanto eu ouvia Chico Buarque, Gil, Caetano, Elizeth Cardosom Tom Jobim, entre outros.  Do choro ao jazz, da flauta de Altamiro ao canto de Sarah Vaughan; da sanfona de Gonzagão à genialidade de Hermeto Pascoal; fazer música sempre foi um grande prazer e um grande desafio, ao decidir que seria essa a forma de eu ganhar a vida.

- Entre os diversos países pelos quais já se apresentou, que momentos de sua carreira adquiriram um sentido muito especial, tanto no plano artístico como pessoal?
(Eliane) - Na minha cida pessoal eu diria que todas as oportunidades que tive, foram altamente prazerosas; em Roma, Paris e Berlim.  Para minha carreira, as mais significativas foram a participação no Festival de Jazz de Hilden (Alemanha), o projeto de concertos e oficinas de música brasileira, desenvolvido no Conservatoire National de Lyon, Salley Debussy e na gravação do programa da Radio Jazz de Robert Lapassade e a participação de concertos em Paris, no ano do Brasil na França.

- Como se deu a escolha do repertório musical para este importante CD comemorativo "Eliane Salek - 40 Anos de Palco"?
(Eliane) - Escolhi 2 músicas do CD Mistura Brasileira (1999), que foram pouco exploradas: "Homenagem ao Mestre Cartola", linda composição de Nelson Sargento e "Receita de Samba", de Jacob do Bandolim.  Num solo de flauta, 3 composições de minha autoria; "O Baião pro Hermeto", um instrumental; "A Valsa Triste", editada e remasterizada (do CD Baiôro - 2002) e o "Choro por Lyon", em duas versões, uma em português e outra em francês.
Juntei 2 das obras de que mais gosto do CD de Elizeth Cardoso: "Canção do Amor Demais" - numa versão "jazzy" com o pianista americano Jeff Gardner, do projeto que desenvolvemos, "Elizeth'n Jazz".  "Janelas Abertas" e "Outra Vez", da dupla Tom e Vinícius, além da obra "O Compositor", de Billy Blanco, que virou sambão com a participação de meu filho Fabiano Salek no arranjo e execução da percussão e bateria.  Destaque também a participação de grandes músicos como Marcelo Caldi, Nicolas Kassic, Zé Luís Maia, Nilze Carvalho, Alessandro Cardoso, Paulo Santoro e Rogério Caetano





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domingo, 25 de dezembro de 2016

Diário de Bordo: Rogério Ferraz entrevista a cantora Jullie Costa, em "Show de Natal no Village Mall"















A cantora e compositora Jullie Costa, convidada pela direção do Village Mall, realizou um show de Natal na última sexta, 23 de dezembro, a partir das 20:30 hs, no espaço para eventos, situado no deck do Shopping.  No repertório, além de clássicas canções natalinas, imortalizadas ao longo do tempo por grandes nomes da música internacional; Jullie nos presenteou com uma nova leitura musical, nos mais singelos e harmoniosos arranjos, extensivos também tanto a versões originais do estilo Bossa Nova, como de versões originais para grandes hits do pop mundial, visitando Michael Jackson, Adele, Lois Armstrong, Pharrel Williams, entre outros.  A cantora, não deixaria de nos apresentar recentes canções de sua autoria, em parceria com experientes compositores que participaram de seu recente EP "Te Desenho em Palavras".  Com apenas 22 anos, Jullie Costa já apresenta uma extensa agenda de shows, com marcantes performances nos mais variados gêneros, incluindo jazz, blues, indie alternativo, folk e pop.
A gravação do clipe "Te Desenho em Palavras", também contou na canção, com a participação dos músicos Sergio Knust (guitarra), João Vianna (bateria) - filho do cantor Djavan, Alexandre Cavallo (baixo), Lui Coimbra (violoncenlo).  "Estou realmente satisfeito e impressionado!  Melhor do qualquer descrição é ouvi-la, conhecendo assim, o belíssimo timbre que possui.  Esse é o possível nascimento de uma grande estrela"; afirma o renomado diretor artístico Max Pierre, que também assina a produção musical do primeiro EP da cantora, em parceria com o músico Sergio Knust. Paralelo à música, Jullie Costa faculdade de moda, na PUC - RJ, por acreditar que é possível alguém se expressar através da roupa que usa, mostrando-se fascinada em como as pessoas podem criar roupas maravilhosas e de uma perfeição inimaginável.

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 Com Jullie Costae em Shopping Village Mall
 Com Jullie Costa e os músicos de sua banda








Foto de Diogo Pagnoncelli (Produção da cantora)














domingo, 18 de dezembro de 2016

Diário de Bordo: Rogério Ferraz visitando a programação de eventos "Natal na Cidade das Artes - De Portas Abertas", organizada pela Fundação Cidade das Artes.

No último sábado, 17 de dezembro, a Fundação Cidade das Artes, organizou um dia inteiro de programação gratuita para celebrar a chegada do Natal e o encerramento das atividades de 2016; no período das 10 às 22 horas.
Entre os destaques na área teatral, no período da tarde, a leitura da peça "UBU REI", com Marco Nanini e Rosi Campos, acompanhados pela Cia Atores de Laura; sob a direção de Daniel Herz.  A obra de Alfred Jarry, um dos mais emblemáticos da dramaturgia contemporânea; marcou o início do teatro de vanguarda, influenciando até o Surrealismo; destacando-se historicamente por apresentar inovações que o teatro de sua época não praticava.  Uma comédia popular, de alta categoria artística, que marca o início do teatro do absurdo.
No início da noite, a dramaturgia de Hamilton Vaz Pereira, foi celebrada pelo lançamento da coletânea de suas obras, intitulada, "O Cão Comendo Mariola", mesma denominação dada à sequencia de leituras dramatizadas, ao longo de quatro semanas, no início do segundo semestre deste ano.  Líder do "Asdrúbal Trouxe o Trombone", grupo carioca cuja temática, personagens e modo de representar eram característicos da geração jovem da década de 70; sua linguagem assume como centro de investigação o cotidiano da equipe de atores, reunindo uma série de princípios definidores da produção dos grupos teatrais dos anos 70, mantendo o seu estilo até hoje.













Em meio a uma diversidade tão abrangente de eventos, a maior parte deles acontecendo simultaneamente em diferentes espaços, envolvendo teatro, dança, oficinas artesanais para crianças, música (do clássico ao moderno; da linguagem folclórica e popular à influencia rítmica internacional, como na batida do velho e bom jazz; sem deixar de abrir as portas para a tradição do samba, com encerramento da noite, a cargo da apresentação da "Velha Guarda da Portela"; confesso que tive de optar por acompanhar as atividades teatrais, em razão de uma convidada muito especial, que tive a meu lado, assistindo tanto a leitura da peça "UBU REI", como da visita ao lançamento do conjunto da obra teatral do ator, autor e diretor, Hamilton Vaz Pereira.  A convidada tão querida a que me refiro, representa também um marco do nosso Teatro: a atriz, autora e diretora, Ticiana Studart; uma criatura humana da mais rica sensibilidade e generosidade, que tenho o privilégio de compartilhar de tão acolhedora amizade.


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Com Marco Nanini e Ticiana Studart
Com Hamilton Vaz Pereira
Hamilton Vaz Pereira autografando sua coletânea
Hamilton Vaz Pereira, Marco Nanini e Rosi Campos
Com a atriz, autora e diretora Ticiana Studart
Com a atriz Glória Pires, após a leitura de Fernanda Montenegro
Com Affonso Romano de Sant'Anna e Marina Colassanti
Com a escritora Nélida Plñon



A leitura de Nelson, é composta por cronicas arrebatadoras, impiedosas, plenas de amor; humanizadas até onde um ser humano possa ir.  Ele dizia, "eu sou um brasileiro feroz.  Eu sou da minha pátria, eu sou da minha língua, eu sou da minha rua." (Fernanda Montenegro)


Em "Nelson Rodrigues por ele mesmo", leitura dramatizada do livro de sua filha Sonia Rodrigues, que reúne cronicas não publicadas do dramaturgo, temos a atriz em cena, conversando com a platéia sobre os muitos anos de trabalho, amizade e convívio com o autor. Nelson Rodrigues expressava sua fascinação pela jovem atriz Fernanda Montenegro, no início da convivencia, denominando-a "musa sereníssima".  Uma Sarah Bernard em primeira audição, como gosta de recordar Fernanda Montenegro.
Durante o transcorrer da leitura, o público é convidado pela força da palavra de Nelson e pela interpretação sensível e visceral de Fernanda, a mergulhar no sofrido, romantico e ambivalente universo de Nelson Rodrigues, tornando-se confidente de sua impetuosidade reacionária, de suas culpas, de sua solidão e ao mesmo tempo, do impressionante desnudamento de sua alma, expondo convicções, dúvidas e desilusões; numa comunhão existencial da mais desconcertante verdade e beleza.  A partir de certo instante, é tão grande a sinergia entre a intérprete e o autor, que parecemos sentir a presença de Nelson, pela voz de Fernanda; em magnífica performance.
Ao final do espetáculo, depois de duas apresentações praticamente consecutivas, com exíguo intervalo de tempo; Fernanda já demonstrava na voz e no olhar, o prazeroso cansaço da entrega cenica.  Na foto acima, uma breve troca de idéias com ela e o grande amigo, Hamilton Vaz Pereira, que lhe entregara minutos antes a coletânea de suas primeiras obras em teatro; pouco antes de solicitar aos dois uma foto para registrar aquele significativo encontro que guardarei sempre na lembrança.
O Divã Cultural deseja a todos um Feliz Natal e um 2017 de muita esperança.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Diário de Bordo: Momento de Natal com a pianista e professora de música Eliane Gerbassi.






São mais de 50 anos de experiência com a música, numa trajetória artística e profissional, calcada na criação e desenvolvimento de bandas rítmicas (percussão), aulas de piano, teclado, acordeão, corais, flauta doce e liras.  A professora Eliane Gerbassi apresentou-se no teatro de ópera de Berlim e em Miami.  No Brasil, lecionou e desenvolveu oficinas musicais em escolas particulares, do município e na Marinha do Brasil.  A convite do Divã Cultural, gentilmente interpretou ao piano, temas musicais dos filmes "A Bela e a Fera" e o "Fantasma da Ópera", durante uma de suas apresentações, na praça de eventos do shopping Village Mall.


Rogério Ferraz com a pianista Eliane Gerbassi, em Shopping Village Mall







domingo, 4 de dezembro de 2016

Diário de Bordo: Rogério Ferraz entrevista Bruna Alvim, atriz e produtora do espetáculo "10 Luas", em temporada na Casa de Cultura Laura Alvim.





Sucesso de público, desde as primeiras apresentações, "10 Luas" de Renê Belmonte, em sua estréia teatral, após vários sucessos em roteiros cinematográficos, nos traz a atriz e modelo internacional Bruna Alvim, também debutando na sua primeira produção em teatro, juntamente com Luciana Malavasi.  A direção leva a assinatura de Camila Gama e Sandro Pamponet.  A temática aborda de forma bem contemporânea, as alegrias, angústias e questionamentos dos relacionamentos atuais, com humor e descontração.  Na entrevista, Bruna Alvim nos fala sobre a aventura de montar um espetáculo com tanta cumplicidade em relação ao cotidiano das relações amorosas.


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 Rogério Ferraz na companhia da atriz Bruna Alvim, em Shopping Village Mall


A atriz e seu ídolo do Cinema

 Elenco da peça: Bruna Alvim, Bruno Lamberg, Francine Flach, Lucca Pougy, Luciana Malavasi
 O autor Renê Belmonte, na companhia de Lucca Pougy e Bruna Alvim






Carreira de Modelo Internacional

(com capas e reportagens em revistas holandesas, mexicanas e brasileiras)










Diário de Bordo: Rogério Ferraz entrevista a diretora Daniella Visco, abordando a organização de sua mostra de dança, com alunos integrantes da Escola de Atores Wolf Maya em dezembro de 2016.