sábado, 9 de julho de 2016

Diário de Bordo: Rogério Ferraz entrevista o diretor Daniel Filho e o músico Roberto Menescal, por ocasião do Projeto "Inusitado - Bossa Nova Canta Boleros".





Quando me programei em realizar esta divulgação e registro cultural para meu blog, do mais recente encontro artístico mediado pelo projeto "Inusitado"; através do talento criativo de André Midani; não esperava que o próprio termo inusitado, também se aplicaria à coincidência significativa que envolveu minha chegada à Cidade das Artes, algumas horas antes, possibilitando o contato prévio com aquele que seria um de meus entrevistados; um artista que admirei a vida inteira e ainda não tinha tido a oportunidade de conhecer pessoalmente.  Refiro-me ao cineasta e icônico diretor, que ajudou a escrever a história da televisão brasileira: Daniel Filho.  Lembrei então do mestre Jung, psicólogo analítico, que certamente denominaria esta inusitada coincidência de sincronicidade.  Precisamente às 18 horas, chegávamos ao mesmo tempo na direção da imensa escada rolante que nos conduziria ao piso superior da Cidade das Artes, onde se encontra o Teatro de Câmara, a Grande Sala e demais instalações de veiculação cultural.  Tomei a liberdade de me apresentar ao diretor, que me atendeu cordialmente, iniciando uma conversa enquanto estávamos na escada rolante, que conduzia lentamente ao nosso destino.  Daniel disse que acreditava estar atrasado para o encontro com seus parceiros de palco (Roberto Menescal, Leny Andrade e Joyce Moreno); acrescentando que era a primeira vez que visitava aquele espaço.  Elogiei a memorável entrevista realizada com ele recentemente, pelo jornalista Roberto D'Ávila.  Ele agradeceu a lembrança, acrescentando que os dois eram amigos de longa data e que devido a complexidade de suas agendas aquele encontro demorou tanto a se concretizar.  Na companhia de meu irmão, Alex, que na maioria das vezes costuma fotografar e filmar os entrevistados do Divã Cultural; apresentamos informalmente ao diretor, a "geografia" do local; conduzindo-o até o Teatro de Câmara, após combinar um depoimento seu ao final do show "Bossa Nova Canta Boleros" do qual participaria.  E ao término do magnífico espetáculo que assistimos, o que poderia ser um breve depoimento formal, virou um agradável e divertido bate papo; capaz de evidenciar sem sombra de dúvida, o carisma deste grande artista. 




 Com o diretor Daniel Filho
 Com o músico Roberto Menescal
 Com a cantora Joyce Moreno
Daniel Filho, Roberto Menescal, as cantoras Leny Andrade, Joyce Moreno e o produtor musical André Midani


Ao idealizar o projeto Inusitado, o produtor musical André Midani buscou criar uma oportunidade para artistas renomados saírem da zona de conforto e renovarem os seus processos criativos.  Os convidados têm total liberdade no palco, com uma única condição: que o repertório esteja fora dos padrões de suas trajetórias.  Em "Bossa Nova Canta Boleros", Roberto Menescal convida o diretor Daniel Filho e as cantoras Joyce Moreno e Leny Andrade, para cantarem sucessos e contarem histórias sobre o gênero que precedeu a bossa - nova.  O show reúne canções em português e espanhol que marcaram as décadas de 1950 e 60.  Alguns destaques são Anos Dourados, parceria entre Tom Jobim e Chico Buarque; e sucessos latinos como Quizas, quizas, quizas; Tu me acostumbraste e Contigo en la distancia.  "Escolhemos boleros mais conhecidos, pois queremos muito que a platéia cante junto", explica Roberto Menescal, um dos fundadores da bossa - nova.  Joyce Moreno leva ao palco mais de 50 anos na vanguarda da bossa - nova e Leny Andrade a experiência com samba - jazz que reuniu enquanto se dividia entre os palcos brasileiros e norte americanos,  Daniel Filho contribui com sua história pessoal, que se confunde com a chegada do bolero argentino ao Brasil, já que o seu pai, portenho, migrou para o país na década de 40, quando começou a interpretar canções do gênero em teatros da Praça Tiradentes.



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domingo, 3 de julho de 2016

Diário de Bordo: Rogério Ferraz entrevista a psicanalista, escritora e professora Vanisa Santos, sobre a palestra proferida no Projeto Interlocuções, intitulado " O Estranho em Salvador Dalí" na Sala de Leitura da Cidade das Artes.




A professora Vanisa Santos aborda o tema do Surrealismo, fazendo um percurso na obra de Salvador Dalí, em conexão com a obra de Freud e o ensino de Lacan, ressaltando a importância da noção do Duplo na estética de Dalí, dentre outros aspectos da reoria Freudiana e Lacaniana; abordando também a criação pelo pintor, do método paranoico crítico de conhecimento da realidade, inspirando-se nos estudos de Jacques Lacan, de quem era amigo.  A palestra enfoca também a importância da mulher Gala em sua vida e a dedicação do artista a uma obra autobiográfica de oito volumes, pouco conhecida do grande público.
Vanisa Santos tem ainda três livros de poesia publicados: "Fragmentos"(2003); "As Faces do Tempo"(2008); "Amor, Ódio e Despertar"(2014).




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 O Sonho - Salvador Dalí
 Portrait of Gala with two lamb chops balanced on her shoulder, 1933
 A esposa Gala e Salvador Dalí
 Momento romântico do casal
Retrato de Freud feito nos anos 1930, por Salvador Dalí
 Rogério Ferraz na companhia das psicanalistas Gilda Pitombo Mesquita, Vanisa Santos (palestrante) e Marília Flores

 Acima, momentos do debate após a palestra
Com Gilda Pitombo Mesquita, Vanisa Santos (divulgando seu livro "Salvador Dalí, o Efeito do Estranho em Sua Obra") e Marília Flores


Diário de Bordo: Rogério Ferraz entrevista a diretora Daniella Visco, por ocasião do espetáculo de expressão corporal "Flor da Pele", encerrando a mostra do Módulo 4 - RJ da Escola de Atores Wolf Maya.


O Divã Cultural, esteve no encerramento da Mostra de Expressão Corporal coordenada pela diretora, professora de dança e preparadora corporal Daniella Visco (com vários trabalhos em New York, Bahamas, Londres, São Paulo e Rio de Janeiro); acompanhando a última apresentação do grupo de alunos do Módulo M 4, na encenação de "Flor da Pele".





Depoimento da aluna, integrante da turma M4, Yasmin de Holanda


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 Com a diretora Daniella Visco
 Com a integrante do elenco Raphaela Rocha
 Com a integrante do elenco Yasmin de Holanda
Com a integrante do elenco Juliana Bannwart
Rogério Ferraz com o diretor Wolf Maya e a atriz Viviane Vieira, após o espetáculo, em Teatro Nathalia Timberg





quinta-feira, 30 de junho de 2016

Diário de Bordo: Rogério Ferraz entrevista integrantes do elenco da peça "As Falecidas - Um Mergulho nos Abismos Rodriguianos"; durante a Mostra de Teatro da Escola de Atores Wolf Maya.







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Rogério Ferraz e integrantes do elenco da peça "As Falecidas"
Com a atriz Milla Fernandez
Com a atriz Natasha Pugliesi
Com a atriz Jaqueline Danttas
Com a atriz Carol Bandeira
Com a atriz Renata Pugliese
Com a atriz Mariana Palombo

A Escola de Atores Wolf Maya está apresentando sua Mostra de Teatro no Rio de Janeiro nos meses de junho e julho de 2016.  A mostra traz o trabalho dos alunos, desenvolvido ao longo dos módulos 5 e 6, produzido e dirigido por grandes nomes do cenário cultural brasileiro.  As peças são fundamentadas em estudos de obras de grandes autores de referência no Brasil e no mundo, que servem de base para a formação do ator.  O objetivo pedagógico, é poder inserir o aluno, ainda em estágio de aprendizagem, no universo do ator profissional, vivenciando seus desafios no palco e frente ao público.  Além disso, a Escola de Atores Wolf Maya tem a preocupação de poder difundir a arte produzida e apresentá-la para amigos, familiares; bem como ao mercado de arte e cultura, expondo trabalhos experimentais de forma profissional.








Rogério Ferraz com o diretor da peça Thierry Tremouroux e elenco de "Don Juan"




Rogério Ferraz entrevista o diretor Oscar Saraiva e integrantes do elenco da peça "O Rinoceronte", de Ionesco.


Num dia como outro qualquer, numa cidade comum, habitantes testemunham um rinoceronte, evento nada cotidiano correndo na praça, raspando as vitrines.  E ele levanta poeira.  Depois disso, outros rinocerontes atravessam a cidade e a vida do amedrontado Bérenger.  Os habitantes da cidade perdem sua pele lisa, a fala, sua humanidade.  Resta Bérenger, um homem comum.
Escrita por Eugene Ionesco, em 1959; a obra é uma crítica ao pensamento totalitário que esmaga indivíduos, retirando o espaço para oposição às normas instituídas.  Uma crítica ao conformismo que transforma o cidadão em fantoche.  O texto nos coloca diante de temas universais: o indivíduo e o coletivo; a solidão, a aceitação das diferenças, a estranheza que confronta o conceito de normalidade.  Neste mundo em transformação, "O Rinoceronte" dá a medida de um mundo esclerosado, aparentemente inviável; onde o homem estaria abandonado a si mesmo, marcado para morrer, não restando nada que possa impedir sua queda.  No entanto, de um homem comum pode vir o desejo de fazer sobreviver o pensamento, o humanismo.


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