"Até Que O Casamento Nos Separe", tem como diretor Eduardo Martini, que dividindo o palco com Viviane Araújo, na comédia escrita por ele e Cris Nicolotti, Aborda o relacionamento de Otávio e Maria Eduarda; casados há duas décadas,compartilhando divertidamente com o público, detalhes da vida cotidiana, cheias de humor, picuinhas e cativante romantismo. A peça está em curta temporada na Sala Marília Pêra, até 31 de julho de 2016. Sexta e Sábado às 21 horas e domingo às 18 horas. Boa diversão !
"Cinderella" foi exibido pela primeira vez na TV (CBS), estrelado por Julie Andrews, em março de 1957, com canções de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein; e chegou a Broadway em 2013; com novo texto de Douglas Carter Beane. Teve 9 indicações ao "Tony Awards", além de vencer 3 "Dramas Desk". No Brasil, o espetáculo ganha a sua primeira produção fora dos EUA, com a assinatura original e inconfundível de dois mestres dos musicais: Charles Möeller & Claudio Botelho; trazendo a atriz Bianca Tadini no papel-título (selecionada entre mais de 500 candidatas). Bianca, com longo currículo teatral, protagonizou entre outras produções, o musical "West Side Story". O espetáculo também conta com a cativante performance da atriz Totia Meireles representando Madame, a famosa madrasta. E a marcante presença da atriz Cristiana Pompeo, como Gabrielle, uma das filhas de Madame; em ótimos momentos de lúdico e refinado humor.
"Aceitamos o convite porque é um musical maravilhoso ! Além de criarem "Cinderella", Richard Rodgers e Oscar Hammerstein são autores de espetáculos que determinaram os pilares dos musicais da Broadway nos anos 40, como "Oklahoma" e "Carousel". Muitos não sabem mas foram Rodgers e Hammerstein que estabeleceram o padrão de qualidade desta forma de se fazer teatro". - contextualiza Möeller. O diretor também chama a atenção para forte influência psicológica de Shakespeare, na trama teatral, quando o príncipe logo em sua primeira canção, transparece a dúvida, a insegurança, diante da possibilidade de ter ou não ter a vocação necessária para ser rei, lembrando o conflitante dilema de "Hamlet", resumido na clássica frase: "ser ou não ser". Existe também espaço para um outro olhar sobre as aspirações femininas (contrastando com a versão televisiva dos anos 50), quando Cinderella abraça as idéias sobre igualdade e prosperidade entre os cidadãos, dividindo-as com o príncipe, enquanto eles dançam durante o baile.
"Cinderella" está em temporada carioca, no Teatro Bradesco (Shopping Village Mall); sexta às 21 horas; sábado às 16 e 20 horas; domingo às 16 horas, até 04 de setembro de 2016. Programe-se e boa diversão !
O espetáculo, um emocionante monólogo, concebido, dirigido e interpretado por Sura Berditchevsky, retrata através das correspondências entre pai e filha, a fortíssima relação entre Maria Julieta e Carlos Drummond de Andrade, desde que esta tinha 5 anos de idade; inciando assim uma profunda e intensa cumplicidade com a troca de cartas. "Julieta e Drummond estabeleceram uma relação de amor, respeito, ética, companheirismo, afinidade intelectual através da literatura". Esta peça primorosa teve duas únicas apresentações especiais, no palco do Teatro de Câmara, da Fundação Cidade das Artes, nos dias 11 e 12 de junho de 2016.
Sura Berditchevsky e Rogério Ferraz
Sura Berditchevsky e Alexandre Ferraz
Com a psicanalista e amiga Gilda Pitombo Mesquita após o encerramento do espetáculo
"O Cão Comendo Mariola" é uma oportunidade dos cariocas entrarem em contato com uma parte da obra do diretor e músico Hamilton Vaz Pereira, a partir da leitura de quatro textos escritos que tornaram-se realizações teatrais nos palcos do Rio e do Brasil, nas últimas quatro décadas. "Trate-me Leão" (1977), maior clássico do grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, do qual foi um dos fundadores, abre a série de apresentações no dia 4 de junho, seguido de "Ataliba, a gata safira" (1987), "A Leve - o próximo nome da Terra" (2004); e o monólogo "Nardja Zulpério" (1988), nos dias 11, 18 e 25, respectivamente. O elenco de leitores é uma composição de antigas e recentes parcerias de Hamilton ao longo de seus 42 anos de carreira, como Regina Casé, Júlia Lemmertz, Luísa Arraes, Igor Angelkote, Simone Spoladore, Francisco Cuoco, Maria Padilha, Ernesto Piccolo, entre outros.
Os atores Ernesto Piccolo e Simone Spoladore, foram alguns dos integrantes deste segundo ciclo de leitura, que gentilmente concederam depoimentos ao Diário de Bordo. "Ataliba, a gata safira", demonstra à platéia, a determinação dos personagens em seguir seus destinos através das lentes de uma máquina desenvolvida pelos antigos vikings, que ficou escondida por séculos nas bibliotecas do Vaticano. "O público aceitou a esquisitice, relacionou-a aos novos tempos que celebravam a globalização, a ecologia e a abertura política"; lembra Hamilton. Mais informações sobre o ciclo de leituras "O Cão Comendo Mariola" você pode obter, acessando a programação no site www.cidadedasartes.org.
GALERIA DE FOTOS
Elenco da leitura de "Trate-me Leão"
Leitores: Luísa Arraes, George Sauma, Luana Martau, Igor Angelkorte, Renato Góis, Valentina Herszage, César Cardadeiro, Luíza Casé e Daniel Passe.
Em seu mais recente depoimento ao blog do Divã Cultural, o Dr° Rubens Giambroni, nos fala sobre uma temática polêmica, mas que vem obtendo grandes progressos nas últimas décadas no campo da medicina. As pesquisas com células tronco, tanto adultas como embrionárias, revelam grande potencial terapêutico para o tratamento das mais variadas doenças; tendo sido sua tese de doutorado na UFRJ em convênio com a Universidade de Paris. Na entrevista ele estará esclarecendo algumas das dúvidas mais comuns sobre esta abordagem científica.
Rogério Ferraz com Rubens Giambroni, em Hospital Lourenço Jorge
Considerada a Whitney Houston brasileira, a cantora Thalita Pertuzatti acumula uma trajetória vitoriosa ao longo dos últimos anos; ao vencer o concurso de calouros do Programa Raul Gil, em 2009; estar entre os finalistas do "The Voice Brasil"em 2012, além de participações em diversos outros programas da mídia nacional. Desde 2015, a cantora se apresenta com o show em homenagem a Whitney Houston, interpretando os grandes sucessos da popstar internacional. Sua performance impressiona a todos, por conseguir alcançar as mesmas notas que a saudosa Whitney. Suas duas últimas apresentações no Rio, em maio, no Teatro Bradesco, emocionaram e contagiaram o público carioca. Na sequência, os depoimentos da cantora e do realizador e diretor do espetáculo, Rafael Mello.
Uma análise globalizante da obra de Nelson Rodrigues permite a afirmação de que retorna incessantemente os mesmos temas, trabalhando com padrões, construindo um vasto painel da classe média burguesa; alvo constante de suas peças. Rompendo com quase todas as tradições cênicas, jogou com vários planos dramáticos, instaurando a simultaneidade temporal e de ação no teatro brasileiro. Segundo o crítico Sábato Magaldi, "o jogo entre a objetividade e a subjetividade é o seu mais expressivo recurso (...) numa dialética de incontestável riqueza a oscilar entre o mundo imaginário e o exato corte psicológico". Nesse sentido, foi um desbravador do palco brasileiro. Misturam-se no seu teatro, o drama, a tragédia, a comédia e o lirismo, numa captação densa e original do universo: ponto de partida para jovens atores, divisor de águas de um teatro do passado. Nelson cria um teatro extremamente desagradável, que trata dos desejos inconscientes, dos conflitos não resolvidos, enfim, do nosso eu mais profundo. Ele mesmo afirmou: "Numa palavra, estou fazendo um teatro desagradável, peças desagradáveis. E por que peças desagradáveis ? Segundo já se disse, porque são obras pestilentas, fétidas, capazes por si sós, de produzir o tifo e a malária na platéia". Nelson procura uma temática universal e, mesmo quando parece estar fazendo uma comédia de costumes, na realidade está tratando dos grandes mitos arquetípicos, isto é, dos grandes símbolos inconscientes comuns a toda sociedade.
"Dorotéia", escrita em 1949, fecha o ciclo das obras do Teatro Desagradável, assim intitulado por Nelson; e sucede "Album de Família" (1945), "Anjo Negro" (1946) e "Senhora dos Afogados" (1947). As Obras Míticas, chamadas assim pelo crítico Sábato Magaldi, foram efetivamente o momento de reflexão do autor e trouxeram outro universo para atores, diretores e críticos em geral. São obras poéticas, viscerais, sobretudo simbólicas e repletas de signos. "Dorotéia" talvez seja a que menos agrida socialmente por se tratar do culto à beleza e do que ele representa. Mas há nas entrelinhas um objeto maior do que o da destruição dessa beleza (tema central da obra), que é o amor.
O espetáculo "Dorotéia", está em curta temporada na Sala Eletroacústica, da Cidade das Artes, até 29 de maio; sábados às 20 horas e domingos às 19 horas. Dias 14 e 21 de maio, explanação do diretor da peça, Jorge Farjallo, acompanhado de debate com o público, na Sala de Leitura, às 18:30 horas. No elenco: Rosamaria Murtinho, Letícia Spiller, Alexia Dechamps, Anna Machado, Dida Camero e Jaqueline Farias. A direção musical é de João Paulo Mendonça, filho de Mauro Mendonça e Rosamaria Murtinho.
Imperdível !
Galeria de Fotos
Debate na Sala de Leitura mediado por Rogério Ferraz em 14/05/16
Com o diretor Jorge Farjalla
Com a atriz Letícia Spiller
Com a atriz Rosamaria Murtinho, completando 60 anos de carreira